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Procedimentos

Médicos especialmente treinados são capazes de tratar uma variedade de doenças em diferentes partes do corpo humano sem cortes, usando apenas modernos equipamentos de raios-X e outras técnicas de imagem para guiar pequenos instrumentos (cateteres) e outros dispositivos através dos vasos sanguíneos, reduzindo assim o risco de complicações e encurtando o período de internação e o tempo de recuperação.

CATETERISMO CARDÍACO

Procedimento indicado para homens a partir dos 40 anos e mulheres a partir dos 45 anos, o cateterismo cardíaco é um procedimento invasivo para verificar a presença de entupimento (obstrução nas artérias do coração coronárias), além do funcionamento das válvulas e do músculo cardíaco.

Pode ser realizado por punção de uma artéria na região da virilha (mais frequente), no braço ao nível do cotovelo ou pelo punho (via radial), onde um cateter fino e longo é introduzido dentro do vaso sanguíneo até o coração, sob anestesia local, podendo ser utilizado sedação em casos selecionados. Pelo cateter, é injetado contraste à base de iodo, que permitirá a visualização, através de raios-X, dos vasos do coração e cavidades. As imagens são registradas em tecnologia digital e gravadas em CD.

O exame dura em média de 30 minutos a 1 hora, incluindo o preparo, e é realizado por uma equipe de médicos cardiologistas com área de atuação em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e o com suporte de equipe de enfermagem capacitada.

Orientações Pré-Cateterismo
Como se preparar para o exame?
• Você deverá permanecer em jejum rigorosamente durante 6 horas ou conforme indicado;
• Evite esforço físico, consumo de bebidas alcoólicas e estimulantes;
• Lembre-se de trazer seus documentos pessoais, exames médicos recentes e o nome de todos os medicamentos que esteja tomando;
• Traga também um chinelo para utilizar enquanto estiver no hospital;
• Informe se for alérgico a algum medicamento ou algum alimento, ou se já apresentou reações adversas em exames prévios com contraste;
• Se você já fez alguma cirurgia cardíaca ou tiver alguma disfunção das válvulas do coração, faça a depilação na região pubiana e virilhas no dia anterior ao procedimento, sempre com muito cuidado para não ferir a pele;
• Se estiver tomando medicações anticoagulantes como Marevan, Marcoumar ou Coumadin, comunique a recepção e enfermagem. Você deverá suspendê-los por pelo menos 5 dias.

O Procedimento
O médico irá determinar qual via é a mais adequada para realizar seu exame:
• Radial (punho)
• Branquial (meio braço)
• Femoral (virilha)

A equipe de enfermagem vai realizar uma breve entrevista de triagem. Em seguida, você será levado para a sala de procedimentos onde irão prepará-lo com panos e materiais estéreis.

Após aplicar a anestesia local, o médico fará uma pequena incisão de aproximadamente 0,5cm por onde será introduzido o cateter, um tubo longo e muito fino que percorrerá o vaso até chegar ao coração. Por este cateter será injetado um líquido à base de iodo chamado contraste, que permite visualizar por meio de um aparelho de raio-X os vasos e cavidades do coração.

O procedimento dura em média de 15 a 30 minutos, e você ficará constantemente monitorizado com aparelhos capazes de medir sua pressão arterial, os batimentos do seu coração e a oxigenação de seu sangue.

Após o Exame
Após o término do cateterismo, você será encaminhado para a sala de recuperação onde o introdutor será retirado e um curativo compressivo será aplicado.

Este curativo será retirado após 12 horas do término do procedimento.
Você deverá permanecer no hospital durante o tempo de recuperação que dura de 1 a 6 horas.
Durante as primeiras horas após o cateterismo você deverá permanecer em repouso absoluto sem dobrar o membro cateterizado.
Você deverá tomar bastante líquido após o exame para auxiliar na eliminação do contraste que foi injetado.
Tire todas as suas dúvidas de como proceder nos dias seguintes. Você deverá evitar esforço físico, caminhadas, subir escadas, dirigir ou fazer caminhadas longas.

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA OU INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA

A Angioplastia Coronária ou Intervenção Coronária Percutânea é o tratamento não cirúrgico das obstruções das artérias coronárias por meio de cateter balão, com o objetivo de aumentar o fluxo de sangue para o coração. 

 Após a desobstrução da artéria coronária, por meio da angioplastia com balão, procede-se ao implante de uma prótese endovascular (para ser utilizada no interior dos vasos) conhecida como ‘stent’ - pequeno tubo de metal, semelhante a um pequeníssimo bobe de cabelo, usado para manter a artéria aberta.

Atualmente existem dois tipos de stents: os convencionais e os farmacológicos ou recobertos com drogas.

Os stents convencionais podem acarretar um processo cicatricial exacerbado que leva a restenose (reobstrução) do vaso em 10 a 20% dos casos.

Os stents farmacológicos: surgiram para evitar esse processo cicatricial, que são constituídos do mesmo material metálico acrescido de um medicamento de liberação lenta no local de implante, reduzindo-se o processo de cicatrização e evitando-se a restenose. Há necessidade do uso prolongado de aspirina e clopidogrel nos pacientes que recebem stents farmacológicos pelo pequeno risco de trombose (formação de coágulos no interior do stent).

Preparo
Após a realização do cateterismo para diagnóstico e documentada a obstrução coronariana, será discutido com o paciente, com médico e com o cardiologista intervencionista a opção pelo tratamento imediato ou o agendamento para dias subsequentes conforme o quadro clínico, grau de obstrução coronariana e vontade do paciente.

Os pacientes seguirão a mesma rotina com relação ao preparo, ao jejum, às medicações e às orientações descritas para o cateterismo cardíaco.

Como é realizado?
Da mesma forma que o cateterismo cardíaco, cateteres são inseridos pela perna ou braço e guiados até o coração. Identificado o local da obstrução é inserido um fio guia na artéria coronária que é locado distalmente (posteriormente) à obstrução. Um pequeno balão é guiado até o local da obstrução, progressivamente insuflado, comprimindo a placa contra a parede do vaso e aliviando a obstrução.

Este procedimento pode apresentar recolhimento elástico do vaso, determinando nova obstrução no local. Portanto, na maioria dos procedimentos, realiza-se o implante permanente de endoprótese (stent convencional ou farmacológico) concomitante, que dá sustentação à dilatação evitando-se, assim, o recolhimento elástico.

Onde é realizado o procedimento?
É realizado no mesmo local do cateterismo cardíaco, no Laboratório de Hemodinâmica do Setor de Cardiologista Intervencionista, com o paciente acordado e sob anestesia local.

Quem realiza o procedimento?
Médicos cardiologistas treinados em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

Quais são os riscos?
É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, haja riscos. Porém ocorrências como óbito, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, necessidade de cirurgia de revascularização de urgência e complicações vasculares no local da punção são raras. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, podem ocorrer. 

Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Qual a duração do procedimento?
Dependendo do caso e da complexidade, pode durar de 30 minutos a 2 horas.

Há necessidade de internação hospitalar após o procedimento?
Sim. Por um período mínimo de 24 a 48 horas. Serão realizados exames de sangue de rotina e eletrocardiograma.

IMPLANTE DE MARCAPASSO

Os marca-passos cardíacos são pequenos dispositivos implantáveis, capazes de monitorar o ritmo cardíaco e estimular o coração, impedindo que a frequência cardíaca se reduza abaixo de determinados limites. Atualmente, existem muitos modelos diferentes de marca-passos aplicáveis para cada tipo de paciente.

Os marca-passos convencionais evoluíram muito nos últimos anos, incorporando funções capazes de devolver ao paciente uma condição de vida muito semelhante à do indivíduo normal. Para que o paciente se beneficie de todos os recursos disponíveis, é necessário realizar periodicamente a programação do marca-passo.

O procedimento é realizado com anestesia (sedação endovenosa) para que o implante seja totalmente indolor. As salas de cirurgia são isoladas, o ar é bacteriologicamente filtrado e o fluxo é laminar, praticamente eliminando o risco de infecções. Durante a cirurgia, são implantados eletrodos especiais no coração, que chegam até o marca-passo pelas veias.

Os eletrodos são posicionados em locais pré-definidos e guiados pelo equipamento de Raios X. O número de eletrodos implantados depende de cada caso e é definido pelo médico, que vai implantá-lo juntamente com o médico clínico.

O marca-passo é conectado aos eletrodos já implantados e testados, ficando sob a pele, geralmente na região subclavicular direita ou esquerda. A pequena abertura na pele é fechada por pontos intradérmicos reabsorvíveis, dispensa a necessidade da retirada de pontos e deixa uma cicatriz quase invisível.

ABLAÇÃO CARDÍACA

A ablação cardíaca é uma forma de tratamento para casos de arritmias cardíacas ocasionadas por alterações nos impulsos gerados pelas câmaras superiores do coração (átrios), condição cardíaca conhecida como fibrilação atrial.

Durante o procedimento da ablação é realizada a cauterização dos focos da arritmia cardíaca. É minimamente invasivo e feito em local apropriado para cateterismos (sala hemodinâmica). Nele o especialista insere um cateter com o objetivo de alcançar o local acometido pela arritmia. Ao atingir o ponto ideal, são utilizadas técnicas de radiofrequência (ou por crioablação) que eliminam as células causadoras da alteração na frequência cardíaca do paciente.

Além disso, a ablação visa promover o isolamento das veias pulmonares do átrio esquerdo( berço da maioria dos casos de fibrilação atrial) a fim de evitar que o problema persista e, dessa forma, passe a causar outros danos à saúde do paciente.

Quando a ablação cardíaca é indicada?
Na maioria das vezes os pacientes diagnosticados com fibrilação atrial apresentam sintomas que já representam fortes indícios de irregularidades cardíacas, tais como:

• Fadiga;
• Desequilíbrio;
• Vertigem;
• Falta de ar;
• Dores na região do tórax;
• Capacidade reduzida de realizar esforço físico;
• Desmaios, entre outros.

No entanto, existem também casos de pacientes acometidos pela arritmia cardíaca que não apresentam nenhum alerta clínico ou sintoma e são diagnosticados com fibrilação atrial por meio de exame físico ou eletrocardiograma. De qualquer modo, é uma condição de saúde bastante séria e merece o tratamento adequado.

A ablação é uma conduta indicada pelos especialistas para a grande maioria dos casos de fibrilação atrial, devido, principalmente, representar um tratamento definitivo para boa parte das pessoas acometidas, podendo até eliminar a necessidade de o paciente continuar um tratamento paliativo por meio de medicamentos. Contudo, a ablação é, principalmente, indicada nos casos em que:

• O paciente apresenta intolerância ou restrição médica aos medicamentos indicados para o tratamento da arritmia cardíaca;
• Quando os remédios prescritos previamente pelo cardiologista não se demonstram eficientes para o controle da fibrilação atrial, ou
• Casos nos quais o paciente apresenta uma atividade elétrica anormal no coração, podendo agravar o quadro clínico, levando ao aumento do risco de uma parada cardíaca.

Além disso, a ablação ainda previne o surgimento de efeitos colaterais dos medicamentos, como pode ocorrer em pacientes que realizam o tratamento da fibrilação atrial por meio de medicamentos de uso prolongado. Ela representa a cura para a arritmia cardíaca em até 80% dos casos, sendo muito possível que o paciente não precise mais utilizar medicamentos para o controle do ritmo cardíaco, dependendo do caso.

CIRURGIA CONVENCIONAL DE VARIZES

O procedimento de retirada das veias varicosas envolve uma microincisão (1mm) ao lado da veia e com uma agulha de crochê cirúrgica se retira parte daquela veia. São realizadas várias microincisões, até que toda a veia doente seja retirada. O que resta no pós-operatório são as cicatrizes das microincisões que, dependendo da cicatrização do paciente, tornam-se imperceptíveis.

ESCLEROTERAPIA

Também conhecida como aplicação, a escleroterapia consiste em aplicar substâncias específicas dentro das teleangectasias (vasinhos).

Os resultados são visíveis no momento e logo após a aplicação, sendo que a substância esclerosante age localmente até 2 horas após o procedimento. Dependendo do tipo de veia a ser tratada, poderão ser realizadas mais sessões no mesmo local para o completo desaparecimento do vaso. Lembrando-se sempre que essas veias têm origem em sua grande maioria, genética.

Assim, trata-se de uma doença progressiva, que não tem cura e exige tratamento continuado

TRATAMENTO DE VARIZES POR RADIOFREQUÊNCIA

O tratamento de varizes por radiofrequência é um procedimento novo que utiliza ondas de radiofrequência geradas por um eletrodo para fechar a veia. Um cateter é inserido na veia a ser tratada e alocado na posição adequado, utilizando-se de imagens de ultrassom. Logo após, libera-se a onde de radiofrequência dentro da veia e o cateter é retirado lentamente. A energia de radiofrequência aquece a veia levando a sua oclusão.

Com o tempo, as veias que foram fechadas são reabsorvidas pelo próprio organismo.

Neste procedimento não são necessários cortes somente uma pequena punção na veia a ser tratada.

Complicações: 
Complicações graves após o tratamento por radiofrequência são muito raros.

A tromboflebite: 
O tratamento por radiofrequência gera o aquecimento da parede da veia e consequentemente a sua inflamação. Essa reação pode causar a formação de coágulos dentro das veias tratadas ou daquelas próximas gerando um cordão endurecido e muitas vezes doloroso. Naturalmente, essa reação inflamatória e o coágulo são absorvidos pelo próprio organismo com o passar dos dias.

A lesão do nervo:
Como os nervos passam próximos as veias, a sua lesão pode ocorrer gerando uma região adormecida em alguns locais da pele. Geralmente essa sensação regride e melhora com o passar de alguns meses.

Queimaduras: 
As queimaduras da pele podem ocorrer devido ao intenso calor gerado pela radiofrequência, no entanto são muito raras de acontecer.
Trombose venosa profunda (TVP): A TVP é um coágulo de sangue que se forma nas veias profundas da perna e pode ser evento perigoso quando ocorre a migração deste coágulo para os pulmões. O risco de ter uma trombose venosa profunda após a radiofrequência é muito baixo, mas alguns casos já foram relatados.

TRATAMENTO DE VARIZES COM ESPUMA

O tratamento com espuma densa está indicado para vários casos de veias varicosas.

Pacientes com alto risco anestésico, múltiplas cirurgias, presença de feridas e varizes complexas são as principais indicações deste método. Em 1999, o italiano Lorenzo Tessari apresentou a famosa preparação de uma espuma muito densa e cremosa com o uso de produtos medicinais padronizados (seringas comuns e uma torneira de 3 vias) e alguns movimentos de bombeamento, que hoje é mundialmente conhecido como técnica de Tessari, ou “Tessari-DSS” (double syringe system – sistema com duas seringas).

A aplicação da espuma é realizada com o auxílio do ultrassom Doppler e normalmente não há necessidade de qualquer agente anestésico. A espuma entra em contato com a parede da veia e ocorre a destruição das células, provocando a destruição da veia. Essa formará um cordão fibroso, que com o tempo será reabsorvido pelo organismo.
 
Contraindicações
Alergia conhecida ao esclerosante, doença sistêmica grave, trombose aguda de uma veia profunda, infecção local na área de escleroterapia, infecção generalizada grave, imobilidade prolongada e confinamento ao leito, doença arterial oclusiva periférica avançada (estágio III ou IV), hipertireoidismo (para esclerosantes que contém iodo), gravidez, forame oval patente sintomático conhecido.

Após o tratamento o paciente poderá retornar as suas atividades laborais imediatamente não sendo necessário repouso ou outras medidas limitantes.

ARTERIOGRAFIA / ANGIOGRAFIA

A  arteriografia ou angiografia é um exame que utiliza contraste e que permite visualizar a luz  (parte interna da artéria, onde circula o sangue), das mais diversas artérias de todo o organismo. Este exame pode diagnosticar e avaliar a gravidade de doenças que acometem as artérias, como a aterosclerose, aneurismas e má formações.

A arteriografia poderá ser realizada na aorta (em suas três porções: ascendente, torácica e abdominal), artérias cerebrais (carótidas, vertebrais e seus ramos) e nas  artérias periféricas (renais, mesentéricas e dos membros inferiores). A arteriografia poderá ser eletiva (programada) ou realizada de forma emergencial (por exemplo em uma dissecção aguda da artéria aorta).

Como é feita?
A arteriografia  geralmente  é  realizado apenas com uma anestesia no local aonde é introduzido o cateter , no entanto, poderá ser realizado sob anestesia geral de curta duração. O exame é realizado em um local apropriado, chamado de laboratório de hemodinâmica, o qual é aparelhado com todos os equipamentos e as medicações necessárias para a realização do exame com segurança. Geralmente a equipe é composta por um médico , uma enfermeira e um técnico especializado.

Com o paciente deitado em uma maca um cateter é introduzido por uma artéria periférica (geralmente a artéria femural na virilha) e é conduzido até as artérias que serão estudadas com o exame.

Terminado o exame é feito um curativo compressivo no local da punção arterial. É necessário que o paciente fique internado para observação de possíveis complicações no local da punção, como por exemplo, sangramentos.

Indicações
Arteriografia eletiva: indicada  principalmente para o diagnóstico e avaliação da gravidade da aterosclerose em diversos nos territórios arteriais, como: artérias cerebrais (doença vascular cerebral), aorta e as artérias periféricas (mesentéricas, renais e dos membros inferiores). Outras indicações da arteriografia inculem a investigação de aneursimas e má formações arteriais.

Arteriografia de emergência: indicada para doenças agudas que acometem as artérias , como a dissecção aórtica aguda , as embolias (coágulos provenientes de outros locais , que entopem as artérias) ou as tromboses (formação de um coágulo em uma placa de gordura na parede da artéria , obstruindo-a gravemente).

Riscos
As complicações mais comuns são: reações alérgicas ao contraste, sangramentos no local da punção (podendo ocorrer a formação de um hematoma ou levar a uma anemia aguda), reação vaso-vagal (queda da pressão arterial acompanhada de sudorese e palidez) e disfunção renal induzida pelo contraste. Complicações graves são muito raras.

ANGIOPLASTIA DE MEMBROS INFERIORES

O que é?
A angioplastia de membros inferiores é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para desobstrução das artérias das pernas, realizado por meio de uma punção na pele com o uso de cateteres  e próteses endovasculares.

Quando é indicada?
Essa modalidade de tratamento pode ser utilizada em pacientes cujo tratamento clínico não é capaz de controlar os sintomas de claudicação dos membros inferiores.

Esse sintoma é definido como uma sensação de peso, dor ou queimação na musculatura da panturrilha (“batata da perna”), ao caminhar ou subir um aclive , costumando aliviar com o repouso. A angioplastia das artérias dos membros inferiores, ao melhorar a irrigação das pernas, pode também contribuir para minimizar os riscos de outras complicações, como a trombose, gangrena e amputação.

O estreitamento das artérias periféricas dos membros inferiores por aterosclerose (placas de gordura) é a principal indicação para a realização desse procedimento. É importante que a anatomia do estreitamento seja favorável para essa forma de tratamento. O objetivo do tratamento é diminuir a isquemia (diminuição da irrigação sanguínea) do membro inferior afetado.

Como funciona?
O procedimento da angioplastia de membros inferiores é realizado com imagens radioscópicas, na mesma sala cirúrgica onde são realizados as angiografias diagnósticas. É feita uma punção na pele para a realização do procedimento localizada na virilha.

Um fino cateter com um pequeno balão na ponta é introduzido através da punção. Este cateter balão segue até o local da obstrução e uma vez posicionado, é inflado e esvaziado algumas vezes. Isto comprime a placa desobstruindo a artéria e normalizando o fluxo sanguíneo. Uma vez esvaziado, o balão é retirado.

Na maioria dos casos, a angioplastia de membros inferiores é realizada com o implante de stent, uma estrutura tubular metálica flexível e expansível que vem montado e compactado em cima do cateter balão de angioplastia. Após o posicionamento do stent no local da obstrução, o balão é inflado, expandindo o stent, o qual fica aberto impactado na parede da artéria, esmagando a placa de gordura. A chance de o paciente ter um entupimento no mesmo local que foi tratado com a angioplastia é bem menor quando os stents são utilizados.

Preparo
O preparo para o procedimento, como medicação a ser suspensa, tempo de jejum e necessidade de internação prévia serão passados no momento do agendamento.

Cuidados pós-procedimento
Após o procedimento, o local onde foi feita a punção será comprimido por aproximadamente dez minutos e uma faixa será colocada ao redor de toda a perna na altura da virilha para evitar que o paciente tenha sangramento pelo local da punção, ficando 24 horas com a faixa após o procedimento. Consulte seu médico sobre o uso de seladores hemostáticos, que reduzem o tempo de uso da faixa, dando mais conforto.

Você estará conectado a um monitor cardíaco e a um acesso venoso por algumas horas, seu pulso, sua pressão sanguínea e o local da inserção dos cateteres serão verificados frequentemente. Você precisará ficar deitado com a perna imóvel durante 6 horas após a remoção do introdutor. Normalmente, após 24 horas de UTI você passará par o quarto, onde poderá repousar e preparar-se para a alta no dia seguinte.

Alguns cuidados devem ser tomados para evitar complicações nas angioplastias, se o acesso for pela fêmural ou virilha nos próximos sete dias após o procedimento: evitar subir escadas, não carregar peso e não dirigir.

Consulte o médico se tiver falta de ar, dor, inchaço, vermelhidão, sangramento ou vazamento no local da inserção; dor, frio ou cor azulada no braço ou na perna onde o cateter foi inserido; perceber sangue na urina, fezes escuras ou qualquer outro sangramento.

ANGIOPLASTIA DE CARÓTIDAS

Doença da artéria carótida é um problema comum e uma das principais causas de acidente vascular cerebral. Os pacientes com maior risco de desenvolver a doença da artéria carótida e acidente vascular cerebral são aqueles que têm doença aterosclerótica da artéria coronária ou história familiar de doença cardíaca e/ou acidente vascular cerebral. O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), mais conhecido como ”derrame”, acomete mais de 100.000 indivíduos por ano no Brasil, e é hoje a primeira causa de morte neste país.

Esta doença é causada pelos mesmos fatores que contribuem para a doença aterosclerótica da artéria coronária, mas tende a se desenvolver mais tarde na vida. Menos de 1% dos adultos na faixa dos 50 anos têm redução significativa de suas artérias carótidas. Mas, 10% dos adultos na faixa dos 80 anos têm um estreitamento importante.

A aterosclerose não pode ser evitada completamente, mas a progressão da doença pode ser retardado ou o risco de desenvolvimento de aterosclerose pode ser reduzida por meio de alterações no estilo de vida e dieta. As melhores medidas preventivas são exercícios regularmente, comer uma dieta baixa em colesterol e gordura saturada, e manter um peso saudável. Uma classe de drogas chamadas estatinas podem reduzir a quantidade de colesterol na corrente sanguínea e pode limitar o crescimento de placas.


Sintomas:
Muitas pessoas com doença da artéria carótida não têm sintomas. Nem todo mundo que tem um acidente vascular cerebral devido à doença da artéria carótida apresenta anteriormente um sinal de alerta, que é conhecido como ataque isquêmico transitório (AIT). Infelizmente, um acidente vascular cerebral é muitas vezes o primeiro sintoma de arteriosclerose carotídea.

Os Sintomas Clássicos do AIT são:
• Perda parcial de visão em um dos olhos;
• Fraqueza, formigamento ou dormência que vem sem causa aparente em um lado do corpo ou em um braço ou perna;
• Perda temporária do controle de movimento em um braço ou perna;
• Incapacidade de pronunciar palavras ou falar claramente.

Estes sintomas de aviso duram poucos minutos, e passam sem deixar sequelas. Eles devem sempre ser considerados como potencialmente graves e devem ser prontamente comunicados ao médico. Estes são também sintomas indicativos de um acidente vascular cerebral caso a sua duração seja maior do que um intervalo de algumas horas.

Causas e Fatores de Riscos
A aterosclerose é causa de muitas das doenças arteriais, incluindo a doença da artéria carótida.
Com a idade, os depósitos de gordura (placas ateroscleróticas) crescem para o interior das paredes das artérias, levando ao estreitamento da luz desses vasos. Este processo ocorre progressivamente em diferentes graus em muitas das artérias principais do organismo.

Fatores de risco para a doença aterosclerótica carotídea são:
• Hábito de fumar (tabagismo);
• Pressão arterial elevada (hipertensão);
• Diabetes;
• Pessoas que são do sexo masculino;
• História familiar de aterosclerose;
• Idade avançada.

Diagnóstico: 
Para o diagnóstico da doença arterial carotídea, o médico deve avaliar cuidadosamente os sintomas e sinais clínicos do paciente.
Com o uso de um estetoscópio (aparelho utilizado para ouvir os sons do organismo) o médico pode ouvir as artérias carótidas de ambos os lados do pescoço para detectar um "sopro" ou som "sibilante" causado por fluxo sanguíneo turbulento numa artéria carótida estreitada. Medição da pressão arterial em ambos os braços também é uma parte importante da avaliação de doença da artéria carótida para detectar possível estreitamento em outros ramos dos vasos sanguíneos.

Sendo assim, os pacientes portadores de fatores de risco ou aqueles que apresentam sinais ou sintomas de doença carotídea devem realizar uma investigação mais acentuada para avaliar o grau da doença.

Os Exames Diagnósticos Utilizados são:
•Ultrassom doppler de carótida (exame de fácil acesso e baixo custo);
•Tomografia computadorizada (TC);
•Ressonância magnética (RM);
•Arteriografia.

ANEURISMA DE ARTÉRIA AORTA

 A Aorta Abdominal é a maior artéria do nosso corpo. A aorta vem do coração formando um arco que viaja para baixo através do tórax e região abdominal. Os aneurismas podem se desenvolver em qualquer lugar do corpo, ao longo de seu comprimento, mas são mais comuns na seção de passagem através do abdômen, o restante pode ocorrer na seção peito.

O aneurisma da aorta abdominal é uma doença degenerativa que se não descoberta precocemente pode levar até a morte. Quanto mais cedo for diagnosticado maior é a chance de cura.

O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma doença que pode ser fatal. A dilatação da aorta pode causar a sua ruptura, causando uma hemorragia interna muito severa, estado de choque ou até a morte. É a terceira causa de morte súbita em homens acima dos 60 anos nos Estados Unidos. No Brasil, não há dados da real incidência dos AAAs.

Quais os tratamentos para o Aneurisma da Aorta Abdominal e qual o tratamento mais indicado?

A cirurgia endovascular, vem sendo muito utilizada no mundo todo, é uma cirurgia menos invasiva e seus resultados são mais rápidos que o procedimento convenional.

Essa técnica endovascular é indicada a pessoas que não podem fazer cirurgia com cortes por motivos de saúde. O procedimento é realizado por meio de duas pequenas incisões na virilha, sem necessidade de abrir o abdômen, isso reduz o risco de mortalidade e outras complicações mais graves como cardiopulmonares e renais são menos frequentes no procedimento endovascular.

Também existe o método convencional, onde o tratamento da Aorta Abdominal depende das características do aneurisma. Um médico especialista avaliará e dirá qual o melhor tratamento. A cirurgia convencional é um procedimento seguro e com o resultado positivo. As desvantagens do tratamento cirúrgico são: a abertura no abdômen, a anestesia geral, o risco da necessidade de transfusão de sangue e a permanência no CTI (Centro de Terapia Intensiva) por um período maior e a volta às atividades normais do dia-a-dia também pode demorar mais.

Quais são os sintomas do Aneurisma da Aorta Abdominal?
O aneurisma da aorta, normalmente, não apresenta  nenhum  sintoma e só é detectado com a morte súbita por ruptura, por isso a necessidade de exames de rotina.

Caso a pessoa seja mais magra é possível sentir que existe alguma pulsação fora do comum ao colocar a mão sobre o abdômen. Um médico especialista pode detectar essa pulsação com mais facilidade. Se houver muita gordura o médico precisará solicitar alguns exames.

Causas da Aneurisma da Aorta Abdominal?
A causa deste tipo de aneurisma ainda é desconhecida, mas os fatores de maior risco ainda está ligados aos vícios e hábitos alimentares, que podem colaborar no desenvolvimento de um aneurisma da aorta, além disso a aneurisma é mais comum entre os homens, conheça algumas causas:

• Fumo / tabagismo
• Pressão alta
• Colesterol alto
• Efisema
• Obesidade
• Alcoolismo
• Gastrite
• Mais frequente no sexo masculino
• Fatores genéticos

Exames para identificar a Aneurisma da Aorta Abdominal
Em um exame de rotina seu médio poderá identificar alterações que possam avaliar a quantidade de massa abdominal ou abdômen duro e até mesmo uma pulsação diferente na região do abdômen. Com estas avaliações em consultório o médico poderá encaminhá-lo para realizar exames mais detalhados como: ultrassom abdominal ou tomografia computadorizada do abdômen.

Através destes exames será possível avaliar se realmente existe um quadro de aneurisma da Aorta Abdominal em desenvolvimento e que possa complicar a saúde do paciente.

Se você está acima do peso, sente seu abdômen pulsar, ou se ele está muito rígido, procure um médico especialista no assunto para fazer uma avaliação.

Além do Aneurisma de aorta abdominal que é o mais comum, existem diversos outros de acordo com a localização dele na artéria aorta.  

QUIMIOEMBOLIZAÇÃO

O fígado é um órgão onde comumente se desenvolvem alguns tipos de tumores malignos que quando se diagnosticam comumente não podem ser extirpados. A quimioembolização é um procedimento muito simples que permite melhorar a qualidade de vida e em alguns casos prolongar a sobrevida destes pacientes.

DRENAGEM BILIAR

A via biliar é o conduto pelo qual a bile (um líquido verde/amarelo) é levada do fígado para o intestino. Em determinadas circunstâncias esse conduto pode ficar obstruído (por cálculos, tumores, etc.) e a bile fica acumulada dentro do fígado. Os pacientes ficam amarelos (icterícia) e podem ter infecções graves (colangite). Esta situação pode ser resolvida de forma muito simples fazendo uma drenagem percutânea para esvaziar externamente a bile e desobstruindo os canais biliares.

NEUROINTERVENÇÃO

Procedimentos de Diagnóstico
• Angiografia de carótidas e vertebrais
• Angiografia de carótidas externas
• Angiografia de arco aórtico e tronco supra aórticos
• Angiografia medular

Procedimentos de Terapêuticos
• Tratamento de mal formações vasculares intracranianas, medulares e de   cabeça e pescoço – embolização de malformações vasculares;
• Tratamento endovascular de aneurismas intracranianos – embolização de  aneurisma intracraniano Angioplastia de artérias carótidas, vertebrais e de vasos intracranianos;
• Embolização pré operatória de tumores intracranianos e de cabeça e  pescoço;
• Quimioterapia intra arterial de tumores de cabeça e pescoço;
• Tratamento agudo de acidente vascular isquêmico – trombólise mecânica.

NEUROCIRURGIA

• Tratamento de Aneurisma através de técnica cirúrgica convencional.
• Implante de PIC; DVE, DVP;
• Entre outros.